sábado, 12 de junho de 2010

Prémio Empreendedorismo na Diáspora galardoou empresário português em França

Isidro Fartaria chegou a França há 48 anos. Hoje preside um grupo que reúne 11 empresas e que começou a tomar forma em 1981, quando criou a Labo Centre France, uma fábrica que produz e distribui produtos químicos para a construção civil. A holding, de que é presidente e director-geral, emprega actualmente 470 trabalhadores, muitos dos quais luso-descendentes. “São filhos e netos de portugueses, jovens com formação superior”, revelou a O Emigrante/Mundo Português pouco depois de ter sido agraciado com o Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa, instituído pela Cotec-Portugal com o alto patrocínio do Presidente da República.


Em 1996, Isidro Fartaria alargou o grupo a Portugal ao criar a Labo Portugal, próximo de Santa Catarina da Serra, terra onde nasceu. Uma empresa que emprega 70 pessoas e que para Isidro Fartaria deverá ser o ponto de partida para a distribuição dos produtos em novos mercados. Este espírito empreendedor, que o faz ser um empresário de renome em França, mas que o levou também a o investir no seu país natal, está na génese da sua escolha para receber o galardão este ano.

A terceira edição do Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa recebeu 81 candidaturas de empresários portugueses com idades entre os 29 e 91 anos, oriundos de 26 países e que actuam numa diversidade de sectores, destacando-se o empresarial e financeiro, a investigação e ciência, a restauração, o turismo e o empreendedorismo social.

Este ano, foi ainda atribuída uma Menção Honrosa para o Empreendedorismo Social, entregue a Acácio Vieira, fundador e director-geral da Healing Wings, destinada a actividades de apoio comunitário em Moçambique.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Lisboa Capital da Palavra!

O Festival Silêncio está prestes a invadir vários espaços da cidade. Este festival transdisciplinar pretende dar a conhecer novas criações artísticas e novas tendências urbanas em torno da palavra dita: dos concertos às leituras encenadas, das conferências aos lançamentos de livros e de audiolivros, do poetry slam ao spoken word e aos espectáculos transversais que cruzam música, vídeo e poesia.

De 16 a 26 de Junho, os palcos do Musicbox Lisboa, do Instituto Franco-Português, do Goethe-Institut Portugal, do Teatro Maria Matos e do Cinema Nimas, irão receber inúmeros músicos, actores, jornalistas, realizadores e escritores portugueses e estrangeiros num festival que convida a descobrir talentos emergentes bem como nomes já consagrados de artistas que trabalham em torno da palavra dita. Lisboa, cidade candidata a Capital Mundial do Livro em 2013 e marcada pelo multilinguismo e pelo multiculturalismo, acolhe uma vez mais este evento internacional que divulga em terras lusas a literatura no seu cruzamento com as diferentes artes e se insere na rota dos grandes festivais literários contemporâneos.

Depois do êxito da primeira edição, este ano o festival apresenta um programa ainda mais ambicioso e foram criadas novas rubricas como as Conversas do Silêncio, um encontro singular em palco entre grandes escritores num ambiente intimista e informal que pretende dar a conhecer a obra destes autores e, simultaneamente, ajudar-nos a reflectir sobre os novos movimentos de revitalização da palavra. O Instituto Franco-Português será o anfitrião destas Conversas que constituirão uma ocasião única de ouvir de perto a voz de grandes nomes da literatura mundial como Alberto Manguel, Mathias Enard ou François Vallejo.

À semelhança do ano passado, o palco do Musicbox irá receber inúmeros espectáculos de spoken word com artistas portugueses como João Peste, JP Simões ou Fernando Ribeiro e estrangeiros como Grossraumdichten, Ghostpoet e ainda duas das maiores referências internacionais na área do spoken word: Saul Williams e Ursula Rucker.

Na área do slam, cujo primeiro torneio se realizou em Portugal no âmbito do Festival Silêncio, destaque para os concertos do slammer alemão Sebastian 23, do francês Ami Karim e dos Social Smokers, a primeira banda portuguesa de slam, bem como para o concurso de Poetry Slam, cujo sucesso da primeira edição deixa antever uma grande final em que subirão ao palco 8 slammers que declamarão seus temas em 3 minutos.

Outra novidade do Festival Silêncio 2010 é a mostra de filmes em torno da palavra em parceria com o Zebra, o festival internacional de Poetry Film de Berlim.

Regressam também rubricas como o Jardim dos Sons, aproveitando o belíssimo espaço exterior do Goethe-Institut – pontuado por espreguiçadeiras e auscultadores – que receberá, à semelhança do ano passado, lançamentos de audiolivros acompanhados de leituras encenadas mas também apresentações de peças radiofónicas e espectáculos de poesia sonora.

A comprovar que a vertente didáctica de um evento com estas características não foi esquecida, haverá ainda lugar a workshops e master classes: Saul Williams irá proferir uma imperdível master class na Faculdade de Letras sobre spoken word e a escritora e contadora de histórias francesa Muriel Bloch sobre storytelling.
Por fim, a nova rubrica Silêncio Off ocupa espaços alternativos com iniciativas lúdicas e de divulgação de novos projectos transversais de música, vídeo e poesia. A construção colectiva de um poema agendada para o Largo dos Stephens e um campeonato de scrabble pensado para o Largo de São Paulo são alguns exemplos.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Sabias que...?

O Mundo Lusófono (que fala Português) é avaliado hoje entre 190 e 230 milhões de pessoas. O Português é a oitava língua mais falada do planeta, terceira entre as línguas ocidentais, após o Inglês e o Castelhano.

O Português é a língua oficial em oito países de quatro continentes:

Angola (10,9 milhões de habitantes)
Brasil (185 milhões)
Cabo Verde (415 mil)
Guiné Bissau (1,4 milhão)
Moçambique (18,8 milhões)
Portugal (10,5 milhões)
São Tomé e Príncipe (182 mil)
Timor Leste (800 mil).

O Português é uma das línguas oficiais da União Europeia desde 1986, quando da admissão de Portugal na instituição. Em razão dos acordos do Mercosul (Mercado Comum do Sul), do qual o Brasil faz parte, o Português é ensinado como língua estrangeira nos demais países que dele participam.

Em 1996, foi criada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que reune os países de língua oficial portuguesa com o propósito de aumentar a cooperação e o intercâmbio cultural entre os países membros e uniformizar e difundir a Língua Portuguesa.